sexta-feira

CONTEMPLAÇÃO


SENHOR, nosso Deus e Pai Celestial, Tu és o nosso refúgio e fortaleza hoje e para todo o sempre. Queremos contemplar-Te no Teu poder e glória, e na beleza da Tua santidade. Rogamos a Tua bênção sobre nós, de acordo com as Tuas misericórdia que não têm limites.

Permite, SENHOR, que neste dia, como Teus filhos e filhas que somos, possamos crer de forma inabalável na Tua presença connosco e ficar firmes no cumprimento da vocação para a qual nos chamaste para o Teu reino.

Nós Te agradecemos por nos dispensares o Teu amor e a Tua ajuda constantes. Louvamos-Te porque, pela Tua graça, podemos experimentar a singular alegria de Te bendizer e adorar, através dos nossos pensamentos, palavras, atitudes e acções.

Tu és nosso Pai para sempre. Contigo, terminou a nossa orfandade. Sabemos que nos amas e que nunca, jamais nos abandonarás. No silêncio deste momento posso ouvir a Tua voz segredando: Como alguém a quem sua mãe consola, assim Eu vos consolarei.

Senhor, que o Teu nome seja louvado! Tanto onde há alegria como onde existe tristeza. Que o Teu nome seja louvado em todos os lugares do mundo e cada pessoa receba, neste dia, a Tua bênção na proporção exacta da sua carência.

Muito obrigado, Pai querido, por ouvires e responderes à minha oração. Em nome de Jesus. Ámen.

Levanto os olhos para os montes: de onde me virá o auxílio? O meu auxílio vem do SENHOR que fez o céu e a terra. Ele não deixará que vacilem os teus pés; aquele que te guarda, não dormirá. (SL 121,1-3)

quinta-feira

CONFLITOS


Ontem reflectimos sobre a experiência de um “contacto” com Deus. Aquele momento único em que nos damos conta que Deus não só nos ama de forma incondicional, mas toma a iniciativa de, amorosa e graciosamente, vir ao nosso encontro. Sem nunca desistir de nos amar.

O contacto pessoal, íntimo, marcante, com Deus traz normalmente consigo um tempo de “conflito”. Há, quando vivemos longe de Deus, coisas que, com o passar do tempo, vão ficando fora do lugar. Deus quer “arrumar” a casa. Pôr cada coisa no seu devido lugar. Para que haja harmonia, beleza, graciosidade, vida abundante.

Diz-se que todas as mudanças são dolorosas. Há em nós uma reacção natural a “intrusos” que tentem “invadir” o nosso “território” privado. O instinto de auto preservação emerge e tentamos “repudiar” tudo o que entre em colisão com o nosso ponto de vista. Instintivamente, surgem “barreiras” de protecção. Há conflitos…

A vinda de Jesus para “reinar” em nossos corações sempre motiva algum conflito. Isto porque nos apercebemos que Ele vai exigir mudanças. E nós não gostamos de mudar, mesmo que seja do “caos” a que estávamos habituados para a beleza real, cósmica, sã, para a qual fomos criados. A harmonia própria do reino de Deus. A nova criação, que Jesus veio inaugurar.

Por vezes, teimamos em nos agarrar ao nosso “velho homem”. Às seguranças terrenas. Próprias de quem se habituou a viver uma "vida velha." Porém, com o acolhimento de Cristo surgirá em nós um apelo à mudança da nossa “escala de valores”. Propósitos. Objectivos. Maneira de interpretar a vida…

A entrada de Jesus em minha “casa” pode parecer conflituosa no início. Mas sei que Ele não quer privar-me de nada que seja bom para mim e contribua para a minha verdadeira felicidade. Cristo só quer que eu Lhe permita “arrumar” a casa. Limpar o que precisa ser limpo, deitar fora o que está a “estorvar”, embelezar tudo à Sua maneira...

É uma questão de tempo. Como quando vamos caminhando no sentido errado e alguém nos avisa. Apercebemo-nos de que estávamos perdidos. A princípio, pode custar-nos mudar de direcção mas, na verdade, preferimos mudar porque sabemos que nos livramos duma infinita porção de complicações que estariam à nossa espera se não tivéssemos tido a coragem de mudar. Com Cristo, vale a pena mudar. É sempre para melhor. Mesmo que haja conflitos.

Havia um homem chamado Nicodemos, um chefe dos judeus. Veio ter com Jesus de noite e disse-lhe: «Rabi, nós sabemos que Tu vieste da parte de Deus, como Mestre, porque ninguém pode realizar os sinais portentosos que Tu fazes, se Deus não estiver com ele.» Em resposta, Jesus declarou-lhe: «Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer do Alto não pode ver o Reino de Deus.» Perguntou-lhe Nicodemos: «Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura poderá entrar no ventre de sua mãe outra vez, e nascer?» Jesus respondeu-lhe: «Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. Aquilo que nasce da carne é carne, e aquilo que nasce do Espírito é espírito. Não te admires por Eu te ter dito: 'Vós tendes de nascer do Alto.' (João 3:1-7)

quarta-feira

CONTACTO


O Deus da Bíblia, nosso Criador, é Deus de relacionamentos. Há muito tempo que Ele tomou a iniciativa de nos contactar. Ele é Pai. Quer comunicar comigo e contigo. Connosco. Foi basicamente para isso que Jesus nasceu entre nós. Para derrubar a barreira que nos separava de Deus: os nossos pecados.

Se houver contacto, é possível haver comunicação. Pela comunicação com Deus desenvolve-se o nosso conhecimento de Deus. E quanto melhor conhecermos Deus mais O amamos. Não podemos amar quem não conhecemos. Conhecendo Deus ficamos a saber que, afinal, foi Ele que tomou a iniciativa de nos amar...

Deus invadiu o nosso “território” humano através da Sua incarnação na Pessoa de Jesus de Nazaré, Sua morte expiatória, ressurreição e retorno aos nossos corações na Pessoa do Espírito Santo. O contacto connosco não foi fácil, por causa dos nossos pecados. Foi preciso que Cristo nos acolhesse e amorosamente expiasse todas as nossas faltas.

O preço para Deus recuperar o contacto connosco, não obstante os nossos pecados, foi pago numa cruz, no Monte Calvário. Jesus, o Filho unigénito de Deus, teve de ser ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades. Terá valido a pena? Eis uma pergunta à qual, neste tempo de Quaresma, cada um de nós precisa de responder.

“Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro…E ele lhes propôs esta parábola, dizendo: Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la?... Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar?” (1 Jo 4:19; Lc 11:3-4, 8)

terça-feira

A PAZ


Por intermédio de Cristo posso ter paz com Deus. Vivendo em paz com Deus, estarei no bom caminho para ter paz comigo mesmo. Se estiver em paz com Deus e comigo mesmo, tenho condições para ser um pacificador.

A paz de Jesus consola e anima-nos perante as dificuldades do dia a dia. Ela não só é capaz de transformar a tempestade em bonança, mas permite experimentar tranquilidade mesmo no meio de turbulências.

O mundo precisa de Paz. Se eu aceitar a proposta de Jesus e permitir que a paz de Deus more no meu coração, poderei levá-la comigo, por onde quer que eu for, e partilhá-la também com aqueles que me rodeiam.

Tudo o que recebemos de Deus é para ser partilhado. Não na virtude da nossa própria vontade ou força humana, mas pela Sua graça e no poder do Espírito Santo fluindo e operando continuamente em nós e através de nós.

Não podemos dar o que não temos. Porém, o Espírito Santo tem poder para atravessar as nuvens mais escuras que eventualmente pairem sobre nós e entrar nos nossos corações, afastando o medo e contagiando-nos com serenidade.

O Senhor quer que sejamos veículos da Sua paz. Se assim acontecer, a nossa paz será cada vez mais firme e profunda. Tal como o amor, também a paz de Jesus é perfume que não podemos espargir sobre os outros sem que algumas gotas caiam sobre nós…

Afirmação e prece: Mediante a graça de Deus e através de Cristo vivendo em mim, quero ser um pacificador. Senhor, faz de mim um instrumento da Tua paz!

Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize… Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com acções de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus... Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. (Jo 14:27; Fl 4:6-7; Mt 5:9)

segunda-feira

PRIMAVERA


A Bíblia refere-se à natureza humana do cristão como sendo composta pelo ‘homem exterior’ e ‘homem interior’. O primeiro representando o nosso corpo mortal, que envelhece e morre. O segundo sendo figurativo do nosso espírito imortal, que pode ser morada de Deus, se for receptivo e se tornar habitação do Espírito Santo.

Se formos crentes e andarmos ‘no Espírito’, permitindo que Ele controle cada vez mais o nosso viver, então haverá transformação em nós e o nosso carácter há-de ser, cada vez mais, parecido com o carácter de Jesus. Assim, mesmo que o nosso 'homem exterior' envelheça, o interior, contudo, se renova de dia em dia. (2 Co 4:16)

Para ser saudável e forte, o ‘homem interior’ precisa da atenção do ‘homem exterior’. Há pessoas que cuidam empenhadamente – e bem! – do seu corpo, que é perecível, mas esquecem-se de prestar o devido cuidado ao interior, que é imortal. Paulo orava para que os cristãos fossem fortalecidos mediante o Espírito Santo ‘no homem interior.” (Ef 3:16)

Deus está fazendo uma obra maravilhosa em nós, que somos crentes. Ele ainda não desistiu do Seu ideal para a humanidade reflectido na bela descrição bíblica do Jardim do Éden. Pela actuação do Espírito Santo no nosso ‘homem interior’, coadjuvado pelo querer e acção do nosso corpo, estamos sendo transformados em ‘poemas’ de Deus. Somos, agora, em Cristo, ‘feitura’ Sua (Ef 2:10).

O fortalecimento do ‘homem interior’ é gradual. Para tanto, precisamos de ‘andar no Espírito’ e acolher, com brandura, cada dia, a cruz que Cristo nos oferece. Dessa forma o ‘homem interior’ irá crescendo, desenvolvendo-se, até alcançar plena maturidade. Então, notar-se-á como somos diferentes. Já não somos o que éramos. Surgiu um ‘homem novo’.

Deus pode e quer habitar no nosso ‘homem interior’. Neste tempo de tanta e tão diversificada fragmentação de valores, é importante aprendermos a olhar para dentro de nós. É esse o caminho que nos levará à descoberta da verdade verdadeira. E não precisamos ir muito longe. A distância é só a que vai até ao nosso coração...

À medida que vamos envelhecendo, o nosso ‘homem exterior’, sujeito à inexorável acção corrosiva do tempo que tudo gasta, estará cada vez mais fraco. Mas não devemos desanimar, pois aquele que é verdadeiramente importante, o ‘homem interior’, imortal, eterno, habitação de Deus, esse estará cada vez mais saudável e forte. Para glória de Deus!

Afirmação: Estejamos atentos e cooperemos com Deus no processo de ‘feitura’ do nosso ‘homem interior’. Fazendo assim, haverá Primavera em nós. Mesmo no inverno da vida. Quando a velhice chegar.

Pois somos feitura d'Ele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. (Efésios 2:10)

sexta-feira

O REINO DE DEUS


Na Sua ‘Oração Modelo’ ou ‘Pai Nosso’ Cristo menciona o Reino de Deus: “…Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu…”. Trata-se de uma referência ao reino espiritual de Cristo. Realidade actual em progresso nos corações de todos os crentes.

Não se trata, portanto, evidentemente, de um reino terreno, político, geográfico, mas é algo que começa com a obra do Espírito Santo nos corações receptivos à Sua influência e que há-de projectar resultados, de forma prática e visível, na vida e relacionamentos humanos.

O Reino de Deus é, pois, uma realidade em construção nos nossos corações de crentes e na medida exacta em que formos sendo receptivos à influência do Espírito de Deus em nós. Jesus disse: “…eis que o reino de Deus está dentro de vós.”

Estaremos provando que somos cidadãos do Reino de Deus se abraçarmos apaixonadamente o ideal de tudo fazermos para que a vontade do Altíssimo se cumpra “assim na terra como no céu”. Ou seja: a começar em de nós. Individual e colectivamente.

Deus criou-nos para sermos cidadãos do Seu Reino. Ser cidadão do Reino de Deus significa ser salvo. Alcançar verdadeira liberdade, em Cristo. Obedecer às suas normas, em resultado do amor de Deus derramado em nossos corações. Não por força nem por violência, mas pelo Espírito que "testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus".

Permear a totalidade da vida com a totalidade de Deus é Reino de Deus em nós. Receita segura para uma plena realização, pessoal e colectiva, em todas as áreas da nossa vivência humana: física, social, intelectual, emocional, económica, política, espiritual...

A nossa cidadania no Reino de Deus é algo demasiado importante para ser desprezado. Convém darmos a devida atenção. Para Zaqueu, o Reino de Deus teve começo quando ele concordou em receber Jesus em sua casa. O Senhor confirmou-o dizendo: "Hoje veio a salvação a esta casa..." (Lucas 19:9).

Ponto saliente: o reino de Deus é harmonia. Se o reino de Deus estiver dentro de mim viverei em harmonia.

Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas… Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade... Porque o Reino de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. (Mateus 6:33; Hebreus 12:28; Romanos 14:17)

quarta-feira

RENASCER


Preciso de Alguém que me ajude a projectar a minha esperança existencial para além do horizonte humano, finito, passageiro. Alguém disponível para caminhar comigo as estradas poeirentas e acidentadas do meu mundo.

Encontro em Cristo o preenchimento da minha expectativa. Descobri que Ele é o meu Criador eterno batendo à porta da minha temporalidade e convidando-me a aceitar a Sua proposta de vida abundante e eterna.

Cristo não só é ’Deus connosco’, mas é também Aquele que nos revela e ajuda a compreender o verdadeiro sentido da vida. Jesus não só é o Verbo de Deus, mas é a Vida de Deus. Fala-nos do Pai e quem vê Jesus vê o Pai.

Cristo é a vida verdadeira. Vida total. Mais forte do que a morte. Para Ele a vida não tem ‘segredos’. Cristo revela-me, inclusive, aquela metade de mim que eu próprio desconheço. A parte oculta do sentido da minha vida…

Em Cristo encontrei a razão de ser de toda a criação. Ele está presente não só na complexa e maravilhosa textura do universo mas também na pequenina flor. Sem Cristo, a criação seria caos. Ele é o Ámen… o Princípio e a finalidade de tudo o que existe.

Hoje vou estar atento. Quero ver Cristo na multiplicidade das experiências que me aguardam. Desejo observar o meu Criador dentro e fora de mim. Sei que contemplar Jesus é contagiante. É como apreciar uma nova aurora... É renascer...

No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus. No princípio Ele estava em Deus. Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência. Nele é que estava a Vida de tudo o que veio a existir. Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não o reconheceu. (Jo 1:1-4, 10).

segunda-feira

BREVIDADE


A brevidade da vida é um tema repetido ao longo de toda a Bíblia. Não importa quantos anos vivamos, a verdade é que a vida é sempre curta. “…Que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece” (Tiago 4:14).

É preciso não deixar para amanhã o que devo fazer hoje. Há prioridades que não posso negligenciar. Se me restassem apenas seis meses de vida, o que é que eu consideraria realmente importante?

Tal raciocínio pode parecer inoportuno ou exagerado, mas não há quem não tenha mais seis meses de vida e esteja vivendo os seus dias como se fosse permanecer aqui muitos anos?

Perceber que a vida é curta ajuda-nos a usar o tempo que temos da forma mais sábia. Reconhecendo essa grande realidade, o salmista orava: ‘SENHOR, ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios’ (Salmo 90:12).

Há algo que observamos diariamente e que nos parece insensato. Pessoas gastando o melhor do seu tempo com realidades passageiras da vida aqui e agora, sem prestarem a devida atenção ao essencial: onde e como vão viver a eternidade.

A vida é feita de decisões. De facto, a nossa vida de hoje resulta de decisões que tomámos ontem. Cristo é a prioridade de todas as prioridades. Ter Cristo no coração é ter vida abundante. Vida mais forte que a morte. Eterna. Vida de Deus.

Para Paulo de Tarso, após a sua dramática experiência na estrada de Damasco, Cristo tornou-se o centro existencial de toda a sua vida. A ponto de ele afirmar: “...para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21).

SENHOR, dá-me a conhecer o meu fim e o número dos meus dias, para que veja como sou efémero. De poucos palmos fizeste os meus dias; diante de ti a minha existência é como nada; o homem não é mais do que um sopro! Ele passa como simples sombra! É em vão que se agita: amontoa riquezas e não sabe para quem ficam. Agora, Senhor, que posso eu esperar? A minha esperança está em ti. (Salmos 39:5-8)

FILHOS DE DEUS

Senhor, nosso Deus e Pai:

Te agradecemos a bênção de sermos teus filhos e filhas e, assim, podermos caminhar na vida com a nossa mão frágil na Tua forte e carinhosa mão de Pai Celestial.

Permite que neste novo dia tenhamos a necessária paciência e fé, se o nosso caminho no parecer difícil e alguma nuvem de tristeza ou sofrimento nos surpreender ou pairar sobre nós.

Tu, que és Luz verdadeira e eterna, mostra-nos neste dia o caminho certo que devemos seguir. Vai diante de nós, Pai querido, e faz-nos sentir continuamente a Tua presença e a Tua protecção em todas as nossas veredas.

Que com as experiências vividas neste dia recebido de Tuas dadivosas mãos, o Teu reino possa crescer um pouco mais dentro de nós e ao redor de nós.

Alegra os nossos corações, quaisquer que sejam as circunstâncias pelas quais tenhamos que passar no desempenho das nossas tarefas. Encoraja-nos. Não nos deixes desanimar.

Ainda que as nossas realizações nos pareçam infrutíferas, sabemos que, se estivermos vivendo dentro do Teu plano, nada será em vão e o resultado do nosso esforço perdurará porque a Ti o oferecemos.

Permite que tudo o que fizermos, por palavras ou em acções, seja feito em nome de Jesus Cristo e para Tua honra e glória.

Muito obrigado, SENHOR, por escutares a minha oração.
Em nome de Jesus. Ámen!

Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de facto, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a Ele mesmo. (1 João 3:1)

quinta-feira

PAI NOSSO


Santificado seja vezes mil
O doce nome Teu, consolador!
Venha a nós o teu reino mui gentil,
Onde existe somente paz e amor.

Seja feita por nós Tua vontade
Como no Céu assim na terra grata,
Onde Tu, Senhor, todo bondade,
Nos governas com Tua mão sensata.

O pão-nosso, alimento indispensável
De cada dia e sempre nos dá hoje,
Pois morrerá de fome o miserável
Que não tiver de Deus o pão no alforge.

Perdoa-nos Senhor, ó Pai dos Céus,
Dívidas nossas. Como nós credores
Perdoamos aos nossos devedores
Confiando em Teu perdão, nós, filhos Teus.

E não nos deixes cair em tentação
Mas livra-nos dos males, p’rigos cem.
Que desviam do bem o coração
Oh! Justo Deus d’eterna glória: Amém! (JMF)

Portanto, orai vós deste modo: Pai-nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão-nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém. (Mateus 6:9-13)